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As mais relevantes idéias surgem de uma conjunção de fatores. Podemos dizer que o casamento de dois grandes amores nos levou a esta idéia: o amor pela infância e pela arte. Assim nos entusiasmamos com a idéia de criar um lugar de festas, que valorizasse e trabalhasse com os elementos genuínos da infância.

O fato de sermos pais de duas criaturinhas que nos ensinam/revelam milagres diários com seu crescimento, fez com que nos curvássemos diante da beleza e sentíssemos a responsabilidade de proporcionar-lhes uma infância bem vivida.

Além de pais, somos pessoas do teatro, encantadas com todas as possibilidades de criação e desenvolvimento humano através do canal expressivo que as artes podem proporcionar.

Desta forma, percebemos que um jeito de tornar viável o surgimento da Casa Amarela era o de unirmo-nos à alguém que tivesse o mesmo encantamento pela infância e pelas artes e que pudesse nos amparar com um conhecimento vasto e profundo sobre os momentos /fases da infância.

O que fizemos então? Fomos procurar a querida Susanne Bartlewski, professora de jardim de infância, especializada na pedagogia Waldorf, há mais de dez anos; uma linda e sensível artista, além de uma pessoa daquelas que a gente sempre quer por perto.

Depois de muitos encontros, começamos a reunir uma equipe de monitores com sensibilidade artística e humana, que pudesse por em prática nossa intenção de criar festas preparadas especialmente para cada faixa etária, nos seus mínimos detalhes, com uma grande exigência de qualidade.

Assim fomos afinando uma forma entusiasmada de trabalho, onde histórias, canções, cirandas e brincadeiras, são enriquecidas com música instrumental, recheadas de fantasia e temperadas com aparições de bonecos e personagens...

Chamamos então Alexandre Cunha, excelente figurinista e costureiro, que logo ficou contagiado pelo entusiasmo geral que move este projeto. Assim ele criou e continua criando inúmeras fantasias, panos dos mais diferentes formatos e jeitos, lenços e adereços para as crianças, que gostam de se fantasiar, inventar e reinventar mundos...

A conformação do espaço foi surgindo com o quarto dos tatames, uma casa de madeira suspensa, o brinquedão de troncos, a parede de escalada.

Composto por tudo isso surgiu a Casa Amarela, um lugar que está em construção diária, na busca de ir ao encontro deste "ser criança", que tanto nos encanta e comove.

Pedro Paulo Eva e Adriana Domite Mendonça