Susanne Bartlewski
Quem já não ouviu ou até usou a expressão “brincadeira de criança”, dando-lhe uma conotação de coisa fácil e pouco importante?
Sem se dar conta, o adulto tende a desvalorizar a ocupação mais importante e séria da criança, relegando-a ao nível de uma atividade de lazer, de preenchimento do tempo ocioso. Esta tendência, porém, mostra uma profunda incompreensão do seu real significado.
Brincar, para a criança, é tão importante e sério como trabalhar para o adulto. Ou mais até, porque dificilmente encontramos um adulto tão dedicado ao seu trabalho e tão inteiramente envolvido nele como a criança o é ao brincar.
Brincando, a criança imita o mundo que a cerca, recriando o que vivencia do mundo adulto e aquilo que capta com os seus sentidos.
Ao brincar, a criança treina incansavelmente a sua motricidade grossa e fina, experimenta as leis da física, exercita a interação social e o vocabulário novo junto com as formas de expressão que ouve no seu ambiente, além de incrementar a sua imaginação e a sua criatividade.
De forma lúdica e prazerosa, a criança desenvolve habilidades físicas, emocionais e mentais, preparando-se para a vida.