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Imitação
Susanne Bartlewski

A criança aprende imitando, quanto menor a criança, mais forte será este impulso de imitar. Para se ter uma idéia da força dessa imitação infantil é só lembrarmos como nos sentimos ao olhar para alguém que está bocejando.
Dá pra não bocejar também?
É assim que a criança imita. Tem urgência em imitar, não tem opção, simplesmente faz também. E esta imitação é tão profunda que abrange o que o adulto nem percebe que faz, o que ele sente e o que ele pensa.
Assim, inconscientemente a criança imita o que percebe em seu ambiente, o jeito de andar do avô, a voz da mãe, o jeito delicado do pai ou as maneiras chulas do tio, etc Imita também o cachorrinho e o inseto do quintal, o ruído da moto e o carinho da irmã, alguém estendendo roupa, varrendo ou cozinhando. Desta forma “apreende” o mundo. Infelizmente nem sempre aquilo que cerca a criança é digno de ser imitado.
O caminho para a ação do adulto é praticamente oposto ao da criança: ele recebe uma informação externa, de fora dele, avalia, tem um sentimento a respeito e depois age.
Já a criança aprende como se faz, fazendo. Ela parte diretamente da ação e só bem mais tarde irá pensar ou valorizar o que fez. Ela é movida por uma urgência interna diretamente para a ação. Ela não é um pequeno adulto. Por isso não adianta explicar o que se quer que a criança faça.
Melhor é fazê-lo também.

 

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